Notas de Um Destino – Capítulo 11
Link para a abertura: http://www.youtube.com/watch?v=a4PpA8-8jYE
Maria de Lurdes: Ela foi embora… pra sempre!
Antonio: Pra onde?
Maria de Lurdes: A gente num sabe… mesmo que soubesse, não ia te contar pro senhor ir atrás dela como fez com o Getúlio! Porque o senhor é um pai ruim…
Getulio: Para, Maria de Lurdes, ele é nosso pai!
(Antonio senta e começa a chorar)
Antonio: Por que, meu Deus? É tudo minha culpa… Primeiro Edvirgens, e agora… Quiterinha… a minha filha… minha pequena filhinha… Não é justo, meu Deus!
Getulio: Papai, ainda tem tempo. Largue a bebida! Mude esse seu jeito violento, procure ajuda! Um médico, o padre, sei lá… Se continuar assim, papai, vai terminar só… Digo isso, porque eu lhe amo, como filho… apesar de tudo!
Antonio: Tem razão, filho… Venha! (os dois se abraçam chorando) Eu juro… Dou a minha palavra que vou tentar mudar… Vocês dois me ajudam?
Maria de Lurdes: Não conte comigo!
Getulio: Pois eu estou do seu lado, pai! Vou te dar forças…
(As duas chegam em Sobral)
Dona Memê: Vem, sua órfã. Já sei a quem vou te entregar!
(Chegam em frente a Casa da Família Saboia. Dona Memê toca a campainha e o Mordomo vem atender)
Mordomo: Pois não?
Dona Memê: Sou Margarida Gusmão. Vim ver minha amiga Rebeca Saboia.
Mordomo: Um momento, senhora!
Dona Memê: Não senhor, sou senhorita.
Mordomo: Mil perdões, senhorita Gusmão.
(Mordomo entra na casa. Dona Memê fala para Quitéria)
Dona Memê: Você vai adorar ficar aqui!
(Mordomo volta)
Mordomo: Podem entrar!
(As duas entram)
Mordomo: E a menininha? Quem é? Sua filha?
Dona Memê: Pensei que tivesse sido clara ao dizer que sou uma senhorita. Então esta menina não pode ser minha filha. É minha afilhada. Mas isso não lhe interessa. Com licença, meu assunto é com a madame.
Mordomo: Toda.
(Dona Memê entra)
Rebeca: Margarida!
Dona Memê: Rebeca! Há quanto tempo!
Rebeca: Eu digo o mesmo. Sente-se. Aceita alguma coisa, digo um café, suco, chá?
Dona Memê: Água…
Rebeca: Você é tão modesta… Um minuto: Dalila! Traga água para a visita.
Dalila: Sim, senhora.
Rebeca: Bem, o que te traz aqui?
Dona Memê: Vou direto ao ponto: minha afilhada, pobrezinha, acaba de ficar órfã. E ninguém da família tem condições de criá-la, você sabe, somos gente muito pobre. E… como sei que você não tem filhos e sempre sonhou com um eu vi a oportunidade de ajudar tanto a ela como a você… isto é, se você também quiser… é claro…
Rebeca: Está propondo que eu adote sua afilhada?